16 de julho de 2007

Elisabete, ou simplesmente Beta...

Elisabete, uma companheira de trabalhos de grupo desse curso de Gestão da Universidade do Algarve, uma amiga, uma grande amiga, sempre presente em todos os momentos da minha passagem por esta vida.

Elisabete, para mim a Beta, a Betinha, a amiga que eu conheci no meu primeiro ano na Universidade do Algarve, embora mais velha do eu, com idade quase para ser minha mãe, afinal ela é da idade do meu irmão mais velho. Podia ser a minha mama mais velha, que não me importaria nada, mas nada mesmo.

Deambulava pelos corredores da ESGHT, de cigarro na mão, e sorriso nos lábios, quase sempre a meu lado, em especial a partir do meu segundo ano de curso. Fizemos inúmeras noitadas na casa dela, sempre o cão a por perto, o Teddy acompanhou muitas noites de estudo e de trabalho.

Sempre a admirei e admiro pela coragem que teve de ir para a Universidade quase aos 40 anos, estudar, fazer aquilo que aos 18 anos não fez. É preciso muita força de vontade e coragem para o fazer, o mais engraçado é que ela ficou numa turma em que a maioria das pessoas tinham pouco mais de 20 anos. Porém isso deu-lhe alento e engenho, para lutar juntamente com os colegas mais novos, que em circunstancia alguma a afastaram das brincadeiras, das noitadas..., esteve sempre presente em tudo. Na viagem de finalistas ela era a mais velha, no entanto a mais activa, sempre disposta a tudo. Nunca me hei-de esquecer como ela ficou quando fomos dar o passeio a cavalo, tinha um "andar novo", ficou num estado ... enfim...mas isso não a impediu de se divertir à grande e à francesa!!!

Porém, a sua vida sofreu á uns meses um reviravolta inacreditável, quando ela me contou eu nem queria acreditar, no que ouvia. Fiquei perplexa, sem palavras e sem saber o que lhe dizer. A Beta, ou a Zabete, como os amigos lhe chamam, descobriu que tem uma doente crónica para a qual até á data de hoje não descobriram ainda a cura. Teve de mudar os seus hábitos alimentares e algumas coisas na sua vida, no entanto continua a fumar, embora esteja a reduzir.

A doença, não a impede de sorrir, na semana passada estive com ela a beber café, apesar de saber que está doente continua com a mesma alegria de sempre, a sorrir e a fazer os amigos rir, só existe uma pequena diferença deixou de beber café, mas é a minha amiga Beta, que conheci numa noite nos corredores da ESGHT.

Continua sempre assim, luta, usa a força interior que tens, aquela que um dia te levou a candidatar à universidade, a seres trabalhadora estudante. Estarei sempre cá para te a apoiar em tudo.
Lembra te disto, que um dia Ricardo Reis escreveu num poema :

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és ,
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

1 comentário:

Elizabete Aço disse...

Fui mimada com uma demonstração "quase" que pública de carinho e amizade.
As palavras teimam em sair, sabes que não tenho o dom da escrita, no entanto quero que se saiba que tudo o que consegui foi graças a ti e a outros tantos como tu.
Em especial a ti Ana, que tantas vezes me deste a mão quando eu vacilava e quase que desistia.
A Amizade não se agradece, guarda-se num cantinho do nosso coração, eternamente, e esse lugarzinho já tu tens garantido no meu coração.
Bem hajas Ana por tudo de bom ( e de mau, como aqueles noites horrorosas passadas em cima do trabalho de Análise de Investimentos)que me desde.
Confesso que a lágrima assomou aqui ao canto do olho, lágrima de ternura, de carinho, de me saber estimada assim.
Obrigado Ana, por seres assim.